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09 Abril 2010

Há algo na prestação de Edgar Rodrigues nesta primeira ronda do Madeira Islands Open que faz lembrar a de Gonçalo Sequeira Braga no ano passado. Chamado pela primeira vez a disputar um torneio do European Tour, o profissional de ensino do Palmela Village fez então 88 pancadas (+16) na primeira volta e 90 (+18) na segunda, acabando 14 shots acima do penúltimo classificado. Pois ontem Edgar Rodrigues, profissional de ensino do Palheiro, terminou a sua primeira ronda com um total de 92 (+20) pancadas, a dez de distância do penúltimo classificado. E o mais provável é que desempenhos desta natureza devessem levar os organizadores e os patrocinadores a pararem para pensar na actual política de atribuição de wildcards.

 

Se Gonçalo Sequeira Braga, Edgar Rodrigues e outros profissionais portugueses chegam a um torneio desta natureza e inscrevem no placard final um número escandaloso, isso deve-se, antes de qualquer outra coisa, à inexistência de um circuito nacional para profissionais digno desse nome. Havendo um circuito nacional, não só estes jogadores talvez tivessem outros espaços para ver recompensada a sua paixão como, se efectivamente fossem alvo da atribuição de wildcard para um torneio destes, talvez fossem capazes de disfarçar melhor, com recurso à experiência, o seu nervosismo e mesmo as suas debilidades técnicas. Desta maneira, da primeira vez que deixam o seu clube é logo para serem lançados às feras – e, no fim, hão-de voltar para casa um tanto envergonhados.

Naturalmente, a organização tem de atender às sugestões dos patrocinadores, para quem a escolha dos wildcards, por vezes, se deve a tudo menos a razões competitivas. Mas não valeria a pena considerar a hipótese de, em vez de profissionais de ensino, atribuir estas vagas aos jovens amadores das selecções nacionais, com experiência na alta competição e, eventualmente, um futuro pela frente?

COMENTÁRIO (especial Madeira Islands Open). O Jogo, 9 de Abril de 2009

publicado por JN às 13:12

Caro Joel Neto,

Acho que tem toda a razão no que escreve neste comentário em relação aos convites. É pena que ano após ano se verifiquem estas situações nos torneios de profissionais. Porque não fazer como sugere, ou seja, atribuir os convites aos melhores amadores com ambições de chegar a profissionais de competição?

Cumprimentos,
Miguel Teixeira Bastos
Miguel Teixeira Bastos a 19 de Abril de 2010 às 12:33

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joel neto

Joel Neto nasceu em Angra do Heroísmo, em 1974. Publicou “O Terceiro Servo” (romance, 2000), "O Citroën Que Escrevia Novelas Mexicanas” (contos, 2002), “Al-Jazeera, Meu Amor” (crónicas, 2003) e “José Mourinho, O Vencedor” (biografia, 2004). Está traduzido em Inglaterra e na Polónia, editado no Brasil e representado em antologias em Espanha, Itália e Brasil, para além de Portugal. Jornalista, tem trabalhado... (saber mais)
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